segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

5 Distorções Atuais do Evangelho

por James MacDonald


Nosso filho mais velho, Luke, me mandou um link, tempos atrás, que citava A.W. Tozer e James Kennedy (ambos líderes cristãos maravilhosos em seu tempo). Os dois acreditavam que muitos, se não a maioria, dos crentes professos que encontravam pelo país não eram verdadeiramente salvos. Eles estavam profundamente perturbados pelas distorções do Evangelho que eram resultado de tentar levar o Evangelho para mais pessoas – bem-intencionado, claro, mas eternamente perigoso para as almas de homens e mulheres que não ouviram a mensagem completa.

O artigo me levou a procurar nos meus arquivos algo que lembrei-me ter escrito um tempo atrás. Aqui está… Qual Evangelho você ouviu e creu?

5 Distorções Atuais do Evangelho
1) O Evangelho Bolo de Caixinha: Se você deixa de fora os ingredientes principais, nossas almas nunca se “elevarão” a Deus. Não precisamos da mensagem reduzida a alguns elementos irreduzíveis, precisamos do Evangelho completo. Você não espera que seu carro ande sem todas as peças. Você não espera que seu corpo funcione sem todos os órgãos funcionando adequadamente. Você não espera que um bolo fique gostoso se ele é feito e misturado sem os ingredientes certos. O evangelho sem arrependimento não é o Evangelho. Atos 18.26: Logo [Apolo] começou a falar corajosamente na sinagoga. Quando Priscila e Áqüila o ouviram, convidaram-no para ir à sua casa e lhe explicaram com mais exatidão o caminho de Deus.

2) O Evangelho Cultural: Esqueça o vendedor pós-moderno e vá ao coração da necessidade humana que nunca muda. Entender a “cultura” é muito menos importante que saber o que a Bíblia diz sobre todo coração humano separado de Deus. Nós não precisamos do habilidoso pessoal de vendas distribuindo o Evangelho. Precisamos de mensageiros corajosos, cheios do Espírito, com um coração repleto de compaixão pelos perdidos. O evangelho sem a verdade autoritativa/obrigatória não é o Evangelho. Atos 17.30: No passado Deus não levou em conta essa ignorância, mas agora ordena que todos, em todo lugar, se arrependam.
3) O Evangelho Legal: Jesus transcende as tendências da moda. O Jesus do marketing é ineficaz e medíocre. Não precisamos “embelezar” a mensagem, precisamos anunciá-la. Precisamos parar de redesenhar Jesus em algum esforço equivocado de fazê-lo mais atraente. Jesus não precisa ser mais parecido conosco; nós precisamos ser mais parecidos com Ele. O evangelho enrolado num pacote estiloso não é o Evangelho. Apocalipse 3.17: “Você diz: ‘Estou rico, adquiri riquezas e não preciso de nada’. Não reconhece, porém, que é miserável, digno de compaixão, pobre, cego, e que está nu”.

4) O Evangelho Carnal: O que Jesus pode fazer por mim: saúde, prosperidade, alegria sempre, dor nunca? Jesus resolve essas questões, mas não da maneira que poderíamos pensar. Ele mudará o que você quer muito mais do que o que você tem. O evangelho egoísta que promete coisas que Jesus não promete é uma mentira e está sentenciando os perdidos que o ouvem a uma surpresa chocante na eternidade. O evangelho do “primeiro eu, depois Jesus” não é o Evangelho. Marcos 8.35:“Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá; mas quem perder a sua vida por minha causa e pelo evangelho, a salvará.”

5) O Evangelho Cuidadoso: Não vamos irritar ninguém, apenas deixe-os confortáveis e retornando; haverá muito tempo para as pessoas perceberem. O evangelho do “traga-os à igreja, e na hora tudo virá junto enquanto não os ofendermos” é um evangelho perigoso. Boas intenções não são bastante. O evangelho sem urgência não é o Evangelho. 2 Coríntios 6.2: Digo-lhes que agora é “O TEMPO FAVORÁVEL”, agora é “O DIA DA SALVAÇÃO”!
Você entende as implicações de um evangelho distorcido? Que horror imaginar que muitas pessoas pensam que estão prontas para encontrar-se com Deus, apenas para descobrir que nunca estiveram porque criam em um evangelho distorcido. Mateus 7 prediz uma cena assim de surpresa chocante. Mateus 7.22-23: “Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres?’ Então eu lhes direi claramente: Nunca os conheci. AFASTEM-SE DE MIM VOCÊS, QUE PRATICAM O MAL!”.

Traduzido por Josaías Jr 

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

http://palavradegraca.wordpress.com

Acessem o site palavradegraca.wordpress.com e ousa mensagens abençoadas de homens de Deus tais como a do pastor Franklin Ferreira autor do livro Teologia Sistemática publicado pelas edições Vida Nova

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domingo, 27 de novembro de 2011

Augustus Nicodemus. A igreja diante do mundo que a observa.

Neste livro o reverendo Augustus Nicodemus faz uma critica aos problemas enfrentados pela igreja em nossos dias. Ele focaliza principalmente o princípio da prática da pureza da igreja visível. Segundo ele estas questões podem ser reduzidas, de maneira lógica, a uma série de questões. A primeira delas é de que modo a impureza se infiltrou nas igrejas até chegar ao ponto em que se encontra? Segundo, por que os cristãos e as igrejas devem se preocupar com a pureza doutrinária? E terceiro como preservar a pureza doutrinária na prática?
No capitulo I, o autor traz até nós uma crítica histórica do liberalismo teológico. Ele descreve o surgimento do liberalismo e seus defensores. Em termos históricos, a transição da ortodoxia teológica para a atual teologia existencial se deu em três passos principais: o naturalismo moderno, o passo para o desespero e o passo para o misticismo moderno.
No período entre o Renascimento e a Reforma, a era Rousseau, Kant e Hegel, o tom dos pensadores seculares era otimista. Acreditavam que, com base no racionalismo, o ser humano poderia encontrar racionalmente uma resposta unificada para a vida e para o conhecimento como um todo. Augustus Nicodemos então afirma: “De acordo com racionalismo, conforme emprego o termo aqui, o ser humano pode compreender o universo começando por si mesmo, sem recorrer a nenhum conhecimento externo, mas especificamente, à revelação de Deus”. Ainda segundo Nicodemus, não devemos confundir nem permitir que sejamos confundidos com relação ao termo racionalismo e racionalidade. Apesar de parecer igual existe uma profunda diferença. Racionalidade significa que a razão é válida. Ou seja, se uma proposição é verdadeira, o oposto não é verdadeiro. Ou, no âmbito da moralidade, se determinada coisa é correta, seu oposto é errado. O liberalismo teológico estava impregnado do naturalismo moderno, conseqüentemente do racionalismo que tomou conta durante este período. No entanto os filósofos racionalistas seculares concluíram que, com base na razão não tinham como encontrar uma resposta unificada para a vida e para o conhecimento como um todo. Ou seja, a busca deles não deu em nada. O liberalismo teológico acabou seguindo os mesmo passos, ou seja, o desespero por ver sua busca não dar em nada. Após o fracasso do racionalismo os filósofos não cristão começaram então a admitir que era impossível explicar o homem olhando apenas para o homem, tendo em vista ser o homem um ser finito. Desenvolve-se portanto o conceito de “não razão” , uma tentativa do ser humano de encontrar significado e relevância fora da estrutura da racionalidade.
A teologia liberal surge, portanto dentro desse contexto. Um dos maiores defensores de tal teologia foi o teólogo  alemão Karl Barth que durante toda a sua vida sempre aceitou as teorias do criticismo histórico. Para ele, portanto, a Bíblia era repleta de erros.
Uma das características da teologia liberal é não deixar claro sua posição em relação a um determinado ponto. É totalmente possível e aceitável para um teólogo liberal achar verdade em fatos totalmente contraditórios. Em outras palavrars, para eles, em se tratando de “verdades religiosas” é possível uma pessoa dizer que Cristo é o único mediador entre Deus e o homem, e a outra pessoa dizer que Maria e os santos intercedem por nós – e ambas estarem certas.
No capitulo dois do livro o reverendo Augustus Nicodemus usa as diversas passagens bíblicas onde a igreja é colocada como a noiva de Cristo para enfatizar a questão do adultério espiritual, ou seja, a igreja deve-se manter pura como uma virgem que espera pelo esposo que neste caso é o próprio Cristo. Doutrinas que negam a existência de um Deus pessoal que intervém na historia da humanidade que não é simplesmente um Deus transcendente mas é também um Deus imanente, desvirtuam  da pura essência doutrinaria do cristianismo. É uma traição aos princípios básicos do cristianismo e portanto um adultério espiritual.
O capítulo três trata da prática da pureza na igreja visível. O autor começa afirmando que cristãos nascidos de novo, sejam eles reformados, luteranos, batistas, pentecostais, congregacionais, anglicanos ou qualquer outro apresentam certas características em comum. Uma delas é a incumbência de demonstrar, simultaneamente, a santidade e o amor de Deus. Ele diz: “na carne podemos enfatizar pureza sem amor ou amor de Deus sem pureza. Na carne, porém, é impossível enfatizar os dois simultaneamente. A fim de demonstrar ambos ao mesmo tempo, precisamos, a cada momento, da obra de Cristo, da obra do Espírito Santo.” A espiritualidade começa a adquirir sentido quando buscamos simultaneamente a santidade e o amor de Deus.
Por fim devemos ter consciência como disse o reverendo Augustus Nicodemus já Apêndice de que apesar de ser possível que cristãos genuínos discordem em certos pontos do pensamento cristão, existem limites absolutos que não podermos ultrapassar e, ainda assim, permanecer dentro da linha histórica do cristianismo. Quem ultrapassa esses limites “cai da beira do precipício” e não é mais cristão em determinado ponto. Por isso é necessário reconhecer alguns limites absolutos, ou seja, algumas verdades que não podem ser discutidas tais como a doutrina da trindade, das duas naturezas de cristo (divina e humana) da soberania de Deus, reconhecer Deus como o verdadeiro criador de todas as coisas, ou seja, Aquele que a partir do nada criou todas as coisas, em fim, doutrinas básicas das quais sem elas não existe cristianismo e o individuo que as nega não pode ser considerado cristão.

A Crise na Religião

Em sua carta aos Romanos Paulo escreve no capitulo 7 versos do 15 ao 19:  Porque o que faço não o aprovo; pois o que quero isso não faço, mas o que aborreço isso faço. E, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa. De maneira que agora já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim. Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem. Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço. Vemos aqui neste trecho da carta do apóstolo Paulo aos Romanos que lei produziu convicção de pecado no homem e isso causou um efeito na mente do homem, do crente, do regenerado. No entanto, saber que é um pecador não assegura ao homem a santificação. Esse talvez seja um dos principais problemas por que passa o novo crente. Ter a consciência de que seus atos, antes feitos e vistos como sem maldade alguma, agora são vistos como atos pecaminosos e abomináveis para Deus.  Isso gera na mente do homem um sentimento de frustração muitas vezes por que ele sabe que por mais que tenta evitar o pecado ele sempre será um pecador. Nosso corpo, nossa natureza tem uma inclinação para o pecado e agora sei que devo lutar contra isso. E é por isso que Paulo vai de ser que faz o que odeia e omite fazer o que aprova, ou seja, o homem é um escravo do pecado. De modo que Paulo vai dizer:  “De maneira que agora já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim”, v. 17. Os atos de um escravo são de fato seus próprios atos; mas não sendo realizados com o pleno assentimento e ou consentimento de sua alma, eles não são testes justos do real estado de seus sentimentos.  
Paulo não é o único a desenvolver uma crise em sua vida cristã. Outros muitos personagens bíblicos revelam que em algum momento de sua vida sofreram uma forte crise, passaram por problemas onde chegaram a questionar sua fé e sua relação com Deus. Um desses personagens foi Jó. “Se pequei, que te farei, ó Guarda dos homens? Por que fizeste de mim um alvo para ti, para que a mim mesmo me seja pesado? Jó 7:20” Por vários momentos Jó demonstra sua angústia diante da situação que esta passando. Ele questiona a Deus varias vezes.
Mas sem duvida alguma nenhum outro livro da bíblia expressa tão forte sentimento de crise quanto o livro de Salmos. Por vezes o salmista (em alguns casos o Rei Davi, visto que nem todos os salmos são de Davi) vai se lamentar por ser tão grande pecador. E ai mais uma vez entrar no dilema que Paulo passou de fazer aquele que não quer de omitir fazer aquilo que aprova. Alguns desse salmos que expressão bem o que aqui dizemos são:
                Lava-me completamente da minha iniqüidade, e purifica-me do meu pecado.   Salmos 51:2
                Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim.  Salmos 51:3
Como vemos se no passado grandes homens de Deus tiveram momentos de profunda crise, sem duvida nós também passaremos pois todo homem que é regenerado pelo Espírito Santo de Deus e passa ter consciência do pecado não pode deixar de viver esta luta contra o pecado que em seu corpo e sufoca a sua alma. 

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Perguntas e respostas sobre o texto do Reverendo Augustus Nicodemus: A Alma Católica dos Evangélicos no Brasil.

1-      O número de evangélicos no país tem crescido muito nos últimos anos. Mas de acordo com o texto do Rev Augustus Nicodemus boa parte deles não consegue se livrar da herança católica. Por que isso acontece?
R. Sem duvida a conversão verdadeira gera arrependimento e fé porém uma mudança espiritual e moral não significam necessariamente uma mudança na maneira de como a pessoa vê o mundo. De acordo com o texto foi isso que aconteceu em Coríntios, motivo pelo qual Paulo escreveu advertindo-os sobre a maneira ainda pagã de ver o mundo onde, o culto à personalidade, mantido para com os filósofos gregos, permanecia o que levou a igreja a formar partidos em torno de Paulo, Apolo, Pedro e o próprio Cristo. O mesmo tem acontecido hoje em dia. O individuo se converte mas continua com necessidade de ter algo palpável para depositar a sua fé. É daí que surgem então o manto sagrado, óleo ungido, água abençoada etc.
2- O que há de semelhante entre o sistema eclesiástico governamental dos católicos romanos e de algumas igrejas evangélicas dos nossos dias?
R. Entre os católicos romanos é comum impor aos clérigos (padres, bispos, cardeais e o papa) autoridade superior a de todos os homens. Na visão católica o sacerdote é representante legal de Deus na Terra. Há alma católica dos evangélicos brasileiros absorveu isso muito bem. Hoje é comum vermos igrejas, ditas evangélicas, que desenvolvem um sistema governamental semelhante. Pessoas se auto intitulam bispos, ou pior, Apóstolos e desenvolve na igreja uma autoridade tal ao ponto de se achar o pleno representante de Deus na Terra. A oração dele (do Apóstolo) tem mais poder do que a dos homens comuns. Por isso que é comum vermos em programas de televisão esses “Apóstolos” dizendo algo do tipo: vai a minha fé te curou.
3- É comum nas igrejas vermos irmãos pedindo para que os pastores orem por seus problemas e até pessoas não evangélicas (as chamadas amigas do evangelho) muitas vezes recorrem aos pastores na hora da dificuldade. O que há de mais nisso?
R. Realmente não há nenhum problema nisso. A bíblia nos recomenda a orarmos uns pelos outros. O problema é quando eu passo a acreditar que apenas a oração do pastor ou do tal “Apóstolo” tem mais poder que as orações dos demais irmãos. Isso acontece mais uma vez devido a herança católica onde o sacerdote é visto como aquele através de quem a graça é concedida. Segundo o Rev Nicodemus esse ranço do Catolicismo Romano tem sido cada vez mais explorado pelos setores neopentecostais, a julgar por práticas já assimiladas como “oração dos 318 homens de Deus”, a “prece poderosa do bispo tal”, a oração da irmã fulana, que é profetisa” etc. 
4- Existe algum problema em beber uma água abençoada? Ou me dirigir a um local especifico (um monte, por exemplo) para orar? Ou ainda ser ungido com óleo santo?
R. Acredito que devamos agradecer a Deus por todas as nossas refeições, por tudo que ele nos dá, inclusive a água que bebemos. Mas o fato de eu orar ou alguém orar sobre o copo de água não a tornará santa nem terá ela poderes miraculosos, pelo menos não existe nenhuma base bíblica para isso. O mesmo vale para orações que são feitas em monte e vales. A eficácia dessas orações pode ser a mesma da oração feita em casa. A questão de tudo isso é que mais uma vez somos influenciados pelo misticismo católico que ao chegar ao Brasil foi influenciado pelas religiões afro-brasileiras. Daí surgem então os milagres de santos, uso de relíquias, aparições de Cristo e de Maria, objetos ungidos e santificados, água benta, entre outros.
5- Devemos separar o sagrado do profano?
R. Na visão católica sim. A idéia de que o mundo esta dividido entre duas realidades coexistentes, antagônicas e freqüentemente irreconciliáveis surgiu na idade media com o grande teólogo católico Tomás de Aquino. Os evangélicos herdarão essa visão. Outro dia ouvi até um pastor dizer: “porque existem coisas que são sagradas e coisas que são profanas”. O sagrado é ir a missão (no caso dos evangélicos, ao culto) o profano é meu trabalho, meus estudos etc. Segundo o Rev Nicodemus falta-nos uma mentalidade que integre fé às demais áreas da vida, conforme a visão bíblica de que tudo é sagrado.    
6- Somente os pecados sexuais são realmente graves?
R. É comum entre os católicos romanos fazer separação entre pecados mortais e veniais, ou seja, aqueles que são mais leves. Em geral a “mentirinha” o jeitinho brasileiro, o tirar vantagem etc são considerados pecadinhos leves. Já a fornicação, adultério, prostituição e outros pecados de natureza sexual são considerados graves e podem até retirar a salvação do individuo (no caso daqueles que acreditam que a salvação pode ser perdida). No meio evangélico a mesma mentalidade existe. É comum vermos irmãos sendo disciplinados ou até afastados do rol de membros pelos pecados sexuais. Mas o pior de tudo é saber que até mesmo esse tipo de pecado tem sido mais aceito pelas igrejas. Devemos ter sempre em mente que pecado é pecado. Não existe pecadinho nem pecadão apenas conseqüências diferentes para cada tipo de pecado. 

segunda-feira, 11 de julho de 2011

O QUE É FILOSOFIA?


“A verdadeira filosofia é reaprender a ver o mundo” (Merleauni Ponty).

Sócrates é dos primeiros grandes exemplos de Filósofo. Considerado um grande filósofo da antiguidade, Sócrates costumava parar as pessoas em praça pública e fazer questionamentos sobre determinados assuntos que julgava interessante. Dizia-se ignorante sobre o assunto e colocava o interlocutor em tal situação que não havia saída senão reconhecer a própria ignorância. O que o autor quer mostrar é que Sócrates não ficava confinado em um gabinete contemplando o seu próprio umbigo ele ia até o povo. Ao fazer isso Sócrates torna-se um “subversivo” porque “desnorteia”, perturba a “ordem” do conhecer e do fazer e, portanto, deve morrer. Por ser alteradora da ordem, a filosofia  perturba, incomoda e é sempre “expulsa da cidade”, mesmo quando as pessoas se riem do filósofo ou o consideram “inútil”. Talvez tenha esse sido o motivo pelo qual retirou-se dos cursos secundários a disciplina de filosofia.
É importante lembrar, que o trabalho filosófico é essencialmente teórico. O que não significa que a filosofia esteja à margem do mundo. Para Platão, a primeira virtude do filósofo é admirar-se. Para Kant, filósofo alemão do século XVIII, “não há filósofo que se possa aprender; só se pode aprender a filosofar”. Isto significa que a filosofia é, sobretudo uma atitude, um pensar permanente. No começo a filosofia estava ligada a ciência, sendo o filósofo o sábio que refletia. A partir do século XVII, a revolução metodológica iniciada por Galileu promove a autonomia da ciência e o seu desligamento da filosofia. Na verdade o que podemos ver é que a filosofia não faz juízos de realidade, como a ciência, mas juízos de valor. O filósofo parte da experiência vivida do homem trabalhando na linha de montagem. Não vê apenas como é, mas como deveria ser.
Segundo Gramsci, “não se pode pensar em nenhum homem que não seja também um filósofo, que não pense, precisamente porque pensar é próprio do homem como tal”. Isso significa que as questões filosóficas fazem parte do cotidiano de todos nós. Porém devemos deixar claro que o simples fato de refletir não faz do homem um filósofo. A palavra reflexão quando examinada da à idéia de imagem refletida no espelho, há um “desdobramento”, pois estamos aqui e estamos lá. Portanto refletir é retomar o próprio pensamento, pensar o já pensado, voltar para si mesmo em questão o que já se conhece. É Gramsci quem vai dizer: “o filósofo profissional ou técnico não só ‘pensa’ com maior rigor lógico, com maior coerência, com maior espírito de sistema do que os outros homens, mas conhece toda a história do pensamento, sabe explicar o desenvolvimento que o pensamento teve até ele e é capaz de retomar os problemas a partir do ponto em que se encontram, depois de terem sofrido as mais variadas tentativas de solução”. O professor Demerval Saviani que diz que a reflexão filosófica é radical, rigorosa, e de conjunto.
Radical não no sentido de ser inflexível, mas enquanto busca explicar os conceitos fundamentais usados em todos os campos do pensar e do agir. Rigorosa porque enquanto a “filosofia de vida”, aquela do homem cotidiano, não leva as conclusões até as últimas conseqüências, e nem sempre é capaz de examinar os fundamentos delas, o filosofo deve dispor de um método claramente explicitado a fim de proceder com rigor, garantindo a coerência e o exercício da critica.
De conjunto porque enquanto as ciências são particulares, porque abordam “recortes” da realidade e se distinguem de outras formas de conhecimento, e a ação humana se expressa na mais variadas formas (técnica, magia, arte, política etc), a filosofia é globalizante porque examina os problemas sob a perspectiva de conjunto, relacionando os diversos aspectos entre si. Daí a função de interdisciplinaridade da filosofia. E porque é necessário filosofia? A filosofia é importante porque é um meio da reflexão filosófica permitir ao homem ter mais de uma dimensão, além da que é dada pelo agir imediato no qual o “o homem prático” se encontra mergulhado.
A filosofia não pode ser dogmática, ou seja, aquilo que leva o individuo a certeza de uma doutrina, nem tampouco cética, ou seja, aquilo que leva o homem a conclui pela impossibilidade de toda certeza e, nesse sentido, considera inútil a busca que não leva a lugar nenhum.