sábado, 29 de junho de 2013

ESCLARECENDO ALGUNS CONCEITOS SOBRE EVOLUÇÃO E CRIACIONISMO


O que é evolução teísta?"

Resposta: Evolucionismo teísta, ou evolução teísta, é um dos três grandes pontos de vista sobre a origem da vida, os outros dois sendo a Evolução Ateísta (também conhecida como Darwinismo) e Criação Especial.

Evolução Ateísta diz que Deus não existe e que a vida pode emergir, e assim o fez, naturalmente de blocos de construção preexistentes e sem vida sob a influência de leis naturais (como a gravidade, etc.), apesar de que a origem dessas leis naturais ainda não pôde ser explicada. Criação Especial diz que Deus criou a vida de forma direta, do nada ou de matéria preexistente. Há uma grande variedade de hipóteses sobre a Criação Especial que refletem uma variedade de tradições teístas. Para o propósito deste artigo, vamos nos focalizar na perspectiva bíblica e Cristã.

Evolução Teísta diz uma de duas coisas. Primeiro, se existe um Deus, Ele não estava diretamente envolvido no processo de origem da vida. Talvez ele tenha criado os blocos de construção, talvez Ele criou as leis naturais, talvez Ele tenha criado essas coisas com a emergência natural da vida em mente, mas em algum ponto no início, Ele se afastou e deixou sua Criação assumir a direção. Ele a deixou fazer o que faz, seja isso o que for, e a vida eventualmente surgiu de matéria morta. Essa opinião é semelhante à Evolução Ateísta, pois as duas presumem um origem da vida naturalística.

A segunda alternativa da evolução teísta é que Deus não executou apenas um ou dois milagres para dar origem à vida como a conhecemos. Seus milagres foram numerosos. Ele guiou a vida passo a passo em um percurso que a transformou de uma simplicidade primitiva a uma complexidade contemporária, semelhante à Árvore da Vida Evolucionária de Darwin (peixes deram origem aos anfíbios que deram origem aos répteis que deram origem aos pássaros e mamíferos, etc). Onde a vida não pôde evoluir naturalmente (como pode um membro de um réptil dar origem a uma asa de pássaro naturalmente?), nesse momento Deus teve que intervir. Essa opinião é semelhante à Criação Especial, pois presume que Deus agiu de forma supernatural de alguma forma para dar origem à vida como a conhecemos.

Há várias diferenças entre a perspectiva da Criação Especial bíblica e a da Evolução Teísta. Uma diferença significante diz respeito às suas opiniões sobre a morte. Evolucionistas teístas tendem a acreditar que a terra existe há bilhões de anos e que a coluna geológica que contém fósseis representa longos períodos de tempo. Já que o homem não surgiu até bem tarde nos registros de fósseis, evolucionistas teístas acreditam que muitas criaturas viveram, morreram e se tornaram extintas muito antes do homem surgir. Isso significa que a morte existia antes de Adão e de seu pecado.

Criacionistas Bíblicos (como os Criacionistas que defendem a Criação Especial bíblica são chamados) acreditam que a terra é relativamente jovem e que o registro de fósseis surgiu durante o Dilúvio de Noé. Acredita-se que a estratificação de camadas ocorreu devido à liquefação e classificação hidrológica, ambas as quais podem ser observadas. Isso coloca o registro de fósseis, morte e o massacre que esse registro descreve como acontecendo centenas de anos depois do pecado de Adão.

Uma outra diferença significante entre as duas posições é como elas interpretam Gênesis. Evolucionistas teístas tendem a defender interpretações alegóricas da semana de criação de Gênesis 1. Criacionistas Bíblicos defendem uma interpretação literal das 24 horas de Gênesis 1.


Como podemos ver existem algumas diferenças entre os conceitos acima apresentados e necessário conhece-los antes de tomarmos uma posição em defesa de uma ou outra teoria. 

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

5 Distorções Atuais do Evangelho

por James MacDonald


Nosso filho mais velho, Luke, me mandou um link, tempos atrás, que citava A.W. Tozer e James Kennedy (ambos líderes cristãos maravilhosos em seu tempo). Os dois acreditavam que muitos, se não a maioria, dos crentes professos que encontravam pelo país não eram verdadeiramente salvos. Eles estavam profundamente perturbados pelas distorções do Evangelho que eram resultado de tentar levar o Evangelho para mais pessoas – bem-intencionado, claro, mas eternamente perigoso para as almas de homens e mulheres que não ouviram a mensagem completa.

O artigo me levou a procurar nos meus arquivos algo que lembrei-me ter escrito um tempo atrás. Aqui está… Qual Evangelho você ouviu e creu?

5 Distorções Atuais do Evangelho
1) O Evangelho Bolo de Caixinha: Se você deixa de fora os ingredientes principais, nossas almas nunca se “elevarão” a Deus. Não precisamos da mensagem reduzida a alguns elementos irreduzíveis, precisamos do Evangelho completo. Você não espera que seu carro ande sem todas as peças. Você não espera que seu corpo funcione sem todos os órgãos funcionando adequadamente. Você não espera que um bolo fique gostoso se ele é feito e misturado sem os ingredientes certos. O evangelho sem arrependimento não é o Evangelho. Atos 18.26: Logo [Apolo] começou a falar corajosamente na sinagoga. Quando Priscila e Áqüila o ouviram, convidaram-no para ir à sua casa e lhe explicaram com mais exatidão o caminho de Deus.

2) O Evangelho Cultural: Esqueça o vendedor pós-moderno e vá ao coração da necessidade humana que nunca muda. Entender a “cultura” é muito menos importante que saber o que a Bíblia diz sobre todo coração humano separado de Deus. Nós não precisamos do habilidoso pessoal de vendas distribuindo o Evangelho. Precisamos de mensageiros corajosos, cheios do Espírito, com um coração repleto de compaixão pelos perdidos. O evangelho sem a verdade autoritativa/obrigatória não é o Evangelho. Atos 17.30: No passado Deus não levou em conta essa ignorância, mas agora ordena que todos, em todo lugar, se arrependam.
3) O Evangelho Legal: Jesus transcende as tendências da moda. O Jesus do marketing é ineficaz e medíocre. Não precisamos “embelezar” a mensagem, precisamos anunciá-la. Precisamos parar de redesenhar Jesus em algum esforço equivocado de fazê-lo mais atraente. Jesus não precisa ser mais parecido conosco; nós precisamos ser mais parecidos com Ele. O evangelho enrolado num pacote estiloso não é o Evangelho. Apocalipse 3.17: “Você diz: ‘Estou rico, adquiri riquezas e não preciso de nada’. Não reconhece, porém, que é miserável, digno de compaixão, pobre, cego, e que está nu”.

4) O Evangelho Carnal: O que Jesus pode fazer por mim: saúde, prosperidade, alegria sempre, dor nunca? Jesus resolve essas questões, mas não da maneira que poderíamos pensar. Ele mudará o que você quer muito mais do que o que você tem. O evangelho egoísta que promete coisas que Jesus não promete é uma mentira e está sentenciando os perdidos que o ouvem a uma surpresa chocante na eternidade. O evangelho do “primeiro eu, depois Jesus” não é o Evangelho. Marcos 8.35:“Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá; mas quem perder a sua vida por minha causa e pelo evangelho, a salvará.”

5) O Evangelho Cuidadoso: Não vamos irritar ninguém, apenas deixe-os confortáveis e retornando; haverá muito tempo para as pessoas perceberem. O evangelho do “traga-os à igreja, e na hora tudo virá junto enquanto não os ofendermos” é um evangelho perigoso. Boas intenções não são bastante. O evangelho sem urgência não é o Evangelho. 2 Coríntios 6.2: Digo-lhes que agora é “O TEMPO FAVORÁVEL”, agora é “O DIA DA SALVAÇÃO”!
Você entende as implicações de um evangelho distorcido? Que horror imaginar que muitas pessoas pensam que estão prontas para encontrar-se com Deus, apenas para descobrir que nunca estiveram porque criam em um evangelho distorcido. Mateus 7 prediz uma cena assim de surpresa chocante. Mateus 7.22-23: “Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres?’ Então eu lhes direi claramente: Nunca os conheci. AFASTEM-SE DE MIM VOCÊS, QUE PRATICAM O MAL!”.

Traduzido por Josaías Jr 

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

http://palavradegraca.wordpress.com

Acessem o site palavradegraca.wordpress.com e ousa mensagens abençoadas de homens de Deus tais como a do pastor Franklin Ferreira autor do livro Teologia Sistemática publicado pelas edições Vida Nova

http://4shared.com/embed720578223/7d4348be

domingo, 27 de novembro de 2011

Augustus Nicodemus. A igreja diante do mundo que a observa.

Neste livro o reverendo Augustus Nicodemus faz uma critica aos problemas enfrentados pela igreja em nossos dias. Ele focaliza principalmente o princípio da prática da pureza da igreja visível. Segundo ele estas questões podem ser reduzidas, de maneira lógica, a uma série de questões. A primeira delas é de que modo a impureza se infiltrou nas igrejas até chegar ao ponto em que se encontra? Segundo, por que os cristãos e as igrejas devem se preocupar com a pureza doutrinária? E terceiro como preservar a pureza doutrinária na prática?
No capitulo I, o autor traz até nós uma crítica histórica do liberalismo teológico. Ele descreve o surgimento do liberalismo e seus defensores. Em termos históricos, a transição da ortodoxia teológica para a atual teologia existencial se deu em três passos principais: o naturalismo moderno, o passo para o desespero e o passo para o misticismo moderno.
No período entre o Renascimento e a Reforma, a era Rousseau, Kant e Hegel, o tom dos pensadores seculares era otimista. Acreditavam que, com base no racionalismo, o ser humano poderia encontrar racionalmente uma resposta unificada para a vida e para o conhecimento como um todo. Augustus Nicodemos então afirma: “De acordo com racionalismo, conforme emprego o termo aqui, o ser humano pode compreender o universo começando por si mesmo, sem recorrer a nenhum conhecimento externo, mas especificamente, à revelação de Deus”. Ainda segundo Nicodemus, não devemos confundir nem permitir que sejamos confundidos com relação ao termo racionalismo e racionalidade. Apesar de parecer igual existe uma profunda diferença. Racionalidade significa que a razão é válida. Ou seja, se uma proposição é verdadeira, o oposto não é verdadeiro. Ou, no âmbito da moralidade, se determinada coisa é correta, seu oposto é errado. O liberalismo teológico estava impregnado do naturalismo moderno, conseqüentemente do racionalismo que tomou conta durante este período. No entanto os filósofos racionalistas seculares concluíram que, com base na razão não tinham como encontrar uma resposta unificada para a vida e para o conhecimento como um todo. Ou seja, a busca deles não deu em nada. O liberalismo teológico acabou seguindo os mesmo passos, ou seja, o desespero por ver sua busca não dar em nada. Após o fracasso do racionalismo os filósofos não cristão começaram então a admitir que era impossível explicar o homem olhando apenas para o homem, tendo em vista ser o homem um ser finito. Desenvolve-se portanto o conceito de “não razão” , uma tentativa do ser humano de encontrar significado e relevância fora da estrutura da racionalidade.
A teologia liberal surge, portanto dentro desse contexto. Um dos maiores defensores de tal teologia foi o teólogo  alemão Karl Barth que durante toda a sua vida sempre aceitou as teorias do criticismo histórico. Para ele, portanto, a Bíblia era repleta de erros.
Uma das características da teologia liberal é não deixar claro sua posição em relação a um determinado ponto. É totalmente possível e aceitável para um teólogo liberal achar verdade em fatos totalmente contraditórios. Em outras palavrars, para eles, em se tratando de “verdades religiosas” é possível uma pessoa dizer que Cristo é o único mediador entre Deus e o homem, e a outra pessoa dizer que Maria e os santos intercedem por nós – e ambas estarem certas.
No capitulo dois do livro o reverendo Augustus Nicodemus usa as diversas passagens bíblicas onde a igreja é colocada como a noiva de Cristo para enfatizar a questão do adultério espiritual, ou seja, a igreja deve-se manter pura como uma virgem que espera pelo esposo que neste caso é o próprio Cristo. Doutrinas que negam a existência de um Deus pessoal que intervém na historia da humanidade que não é simplesmente um Deus transcendente mas é também um Deus imanente, desvirtuam  da pura essência doutrinaria do cristianismo. É uma traição aos princípios básicos do cristianismo e portanto um adultério espiritual.
O capítulo três trata da prática da pureza na igreja visível. O autor começa afirmando que cristãos nascidos de novo, sejam eles reformados, luteranos, batistas, pentecostais, congregacionais, anglicanos ou qualquer outro apresentam certas características em comum. Uma delas é a incumbência de demonstrar, simultaneamente, a santidade e o amor de Deus. Ele diz: “na carne podemos enfatizar pureza sem amor ou amor de Deus sem pureza. Na carne, porém, é impossível enfatizar os dois simultaneamente. A fim de demonstrar ambos ao mesmo tempo, precisamos, a cada momento, da obra de Cristo, da obra do Espírito Santo.” A espiritualidade começa a adquirir sentido quando buscamos simultaneamente a santidade e o amor de Deus.
Por fim devemos ter consciência como disse o reverendo Augustus Nicodemus já Apêndice de que apesar de ser possível que cristãos genuínos discordem em certos pontos do pensamento cristão, existem limites absolutos que não podermos ultrapassar e, ainda assim, permanecer dentro da linha histórica do cristianismo. Quem ultrapassa esses limites “cai da beira do precipício” e não é mais cristão em determinado ponto. Por isso é necessário reconhecer alguns limites absolutos, ou seja, algumas verdades que não podem ser discutidas tais como a doutrina da trindade, das duas naturezas de cristo (divina e humana) da soberania de Deus, reconhecer Deus como o verdadeiro criador de todas as coisas, ou seja, Aquele que a partir do nada criou todas as coisas, em fim, doutrinas básicas das quais sem elas não existe cristianismo e o individuo que as nega não pode ser considerado cristão.

A Crise na Religião

Em sua carta aos Romanos Paulo escreve no capitulo 7 versos do 15 ao 19:  Porque o que faço não o aprovo; pois o que quero isso não faço, mas o que aborreço isso faço. E, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa. De maneira que agora já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim. Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem. Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço. Vemos aqui neste trecho da carta do apóstolo Paulo aos Romanos que lei produziu convicção de pecado no homem e isso causou um efeito na mente do homem, do crente, do regenerado. No entanto, saber que é um pecador não assegura ao homem a santificação. Esse talvez seja um dos principais problemas por que passa o novo crente. Ter a consciência de que seus atos, antes feitos e vistos como sem maldade alguma, agora são vistos como atos pecaminosos e abomináveis para Deus.  Isso gera na mente do homem um sentimento de frustração muitas vezes por que ele sabe que por mais que tenta evitar o pecado ele sempre será um pecador. Nosso corpo, nossa natureza tem uma inclinação para o pecado e agora sei que devo lutar contra isso. E é por isso que Paulo vai de ser que faz o que odeia e omite fazer o que aprova, ou seja, o homem é um escravo do pecado. De modo que Paulo vai dizer:  “De maneira que agora já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim”, v. 17. Os atos de um escravo são de fato seus próprios atos; mas não sendo realizados com o pleno assentimento e ou consentimento de sua alma, eles não são testes justos do real estado de seus sentimentos.  
Paulo não é o único a desenvolver uma crise em sua vida cristã. Outros muitos personagens bíblicos revelam que em algum momento de sua vida sofreram uma forte crise, passaram por problemas onde chegaram a questionar sua fé e sua relação com Deus. Um desses personagens foi Jó. “Se pequei, que te farei, ó Guarda dos homens? Por que fizeste de mim um alvo para ti, para que a mim mesmo me seja pesado? Jó 7:20” Por vários momentos Jó demonstra sua angústia diante da situação que esta passando. Ele questiona a Deus varias vezes.
Mas sem duvida alguma nenhum outro livro da bíblia expressa tão forte sentimento de crise quanto o livro de Salmos. Por vezes o salmista (em alguns casos o Rei Davi, visto que nem todos os salmos são de Davi) vai se lamentar por ser tão grande pecador. E ai mais uma vez entrar no dilema que Paulo passou de fazer aquele que não quer de omitir fazer aquilo que aprova. Alguns desse salmos que expressão bem o que aqui dizemos são:
                Lava-me completamente da minha iniqüidade, e purifica-me do meu pecado.   Salmos 51:2
                Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim.  Salmos 51:3
Como vemos se no passado grandes homens de Deus tiveram momentos de profunda crise, sem duvida nós também passaremos pois todo homem que é regenerado pelo Espírito Santo de Deus e passa ter consciência do pecado não pode deixar de viver esta luta contra o pecado que em seu corpo e sufoca a sua alma. 

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Perguntas e respostas sobre o texto do Reverendo Augustus Nicodemus: A Alma Católica dos Evangélicos no Brasil.

1-      O número de evangélicos no país tem crescido muito nos últimos anos. Mas de acordo com o texto do Rev Augustus Nicodemus boa parte deles não consegue se livrar da herança católica. Por que isso acontece?
R. Sem duvida a conversão verdadeira gera arrependimento e fé porém uma mudança espiritual e moral não significam necessariamente uma mudança na maneira de como a pessoa vê o mundo. De acordo com o texto foi isso que aconteceu em Coríntios, motivo pelo qual Paulo escreveu advertindo-os sobre a maneira ainda pagã de ver o mundo onde, o culto à personalidade, mantido para com os filósofos gregos, permanecia o que levou a igreja a formar partidos em torno de Paulo, Apolo, Pedro e o próprio Cristo. O mesmo tem acontecido hoje em dia. O individuo se converte mas continua com necessidade de ter algo palpável para depositar a sua fé. É daí que surgem então o manto sagrado, óleo ungido, água abençoada etc.
2- O que há de semelhante entre o sistema eclesiástico governamental dos católicos romanos e de algumas igrejas evangélicas dos nossos dias?
R. Entre os católicos romanos é comum impor aos clérigos (padres, bispos, cardeais e o papa) autoridade superior a de todos os homens. Na visão católica o sacerdote é representante legal de Deus na Terra. Há alma católica dos evangélicos brasileiros absorveu isso muito bem. Hoje é comum vermos igrejas, ditas evangélicas, que desenvolvem um sistema governamental semelhante. Pessoas se auto intitulam bispos, ou pior, Apóstolos e desenvolve na igreja uma autoridade tal ao ponto de se achar o pleno representante de Deus na Terra. A oração dele (do Apóstolo) tem mais poder do que a dos homens comuns. Por isso que é comum vermos em programas de televisão esses “Apóstolos” dizendo algo do tipo: vai a minha fé te curou.
3- É comum nas igrejas vermos irmãos pedindo para que os pastores orem por seus problemas e até pessoas não evangélicas (as chamadas amigas do evangelho) muitas vezes recorrem aos pastores na hora da dificuldade. O que há de mais nisso?
R. Realmente não há nenhum problema nisso. A bíblia nos recomenda a orarmos uns pelos outros. O problema é quando eu passo a acreditar que apenas a oração do pastor ou do tal “Apóstolo” tem mais poder que as orações dos demais irmãos. Isso acontece mais uma vez devido a herança católica onde o sacerdote é visto como aquele através de quem a graça é concedida. Segundo o Rev Nicodemus esse ranço do Catolicismo Romano tem sido cada vez mais explorado pelos setores neopentecostais, a julgar por práticas já assimiladas como “oração dos 318 homens de Deus”, a “prece poderosa do bispo tal”, a oração da irmã fulana, que é profetisa” etc. 
4- Existe algum problema em beber uma água abençoada? Ou me dirigir a um local especifico (um monte, por exemplo) para orar? Ou ainda ser ungido com óleo santo?
R. Acredito que devamos agradecer a Deus por todas as nossas refeições, por tudo que ele nos dá, inclusive a água que bebemos. Mas o fato de eu orar ou alguém orar sobre o copo de água não a tornará santa nem terá ela poderes miraculosos, pelo menos não existe nenhuma base bíblica para isso. O mesmo vale para orações que são feitas em monte e vales. A eficácia dessas orações pode ser a mesma da oração feita em casa. A questão de tudo isso é que mais uma vez somos influenciados pelo misticismo católico que ao chegar ao Brasil foi influenciado pelas religiões afro-brasileiras. Daí surgem então os milagres de santos, uso de relíquias, aparições de Cristo e de Maria, objetos ungidos e santificados, água benta, entre outros.
5- Devemos separar o sagrado do profano?
R. Na visão católica sim. A idéia de que o mundo esta dividido entre duas realidades coexistentes, antagônicas e freqüentemente irreconciliáveis surgiu na idade media com o grande teólogo católico Tomás de Aquino. Os evangélicos herdarão essa visão. Outro dia ouvi até um pastor dizer: “porque existem coisas que são sagradas e coisas que são profanas”. O sagrado é ir a missão (no caso dos evangélicos, ao culto) o profano é meu trabalho, meus estudos etc. Segundo o Rev Nicodemus falta-nos uma mentalidade que integre fé às demais áreas da vida, conforme a visão bíblica de que tudo é sagrado.    
6- Somente os pecados sexuais são realmente graves?
R. É comum entre os católicos romanos fazer separação entre pecados mortais e veniais, ou seja, aqueles que são mais leves. Em geral a “mentirinha” o jeitinho brasileiro, o tirar vantagem etc são considerados pecadinhos leves. Já a fornicação, adultério, prostituição e outros pecados de natureza sexual são considerados graves e podem até retirar a salvação do individuo (no caso daqueles que acreditam que a salvação pode ser perdida). No meio evangélico a mesma mentalidade existe. É comum vermos irmãos sendo disciplinados ou até afastados do rol de membros pelos pecados sexuais. Mas o pior de tudo é saber que até mesmo esse tipo de pecado tem sido mais aceito pelas igrejas. Devemos ter sempre em mente que pecado é pecado. Não existe pecadinho nem pecadão apenas conseqüências diferentes para cada tipo de pecado.